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Depois de quarenta dias
Vendo a labuta de perto
Presenciei o Jeremias
Como Cristo no deserto
A terra seca e plantada
A cada semente um pedido
Ali a família sagrada
Era o teu próprio umbigo
Naquele instante os joelhos
Dobram-se pelo chão
Jeremias,mulher e filhos
Embrenhados em oração
Jeremias em lágrimas
Aos seus princípios obedece
Buscando as dádivas
Faz a tua nobre prece
- Meu santin fazedô de chuva
Vem moiá meu torrão
Prantei o trigo e a uva
Pra nossa sustentação
Naquele cantin de terra
Prantei tamém feijão
Adonde tinha um brejo
Prantei arrôis e safrão
Terra seca pede água
Nem uma gota o de bebê
Meus fio chora deságua:
- Pai! O que vamos fazê?
Terra marcada e sufrida
Com fresta marcada pelo tempo
Um rio que já nossa vida
Hoje o que resta é o lamento
Lamento de gente carente
Que sofre com o castigo do sol
Há tempo não ouvimo
O canto do rôxinol
Inté o mensageiro vento
Que passava pra mode assoprá
Aquele girassó
Pra semente ispaiá
Sumiu pro lado do norte
Nem um biête levou
Levô a nossa sorte
E essa angústia dexô
A criação no seco pasto
Se vê a pele e o osso
Não sei o faço
Só me resta o disgosto
Meu bondoso santo das roça
A nossa bataia é dura
Aquela pequena paioça
Carece de fartura
Um dia desse o Juão
O meu caçula a dizê:
Pai me diga com o coração
Lá no céu pão pra mode eu cumê?
Naquilo fartô terra
Fartô o fôlugo, fartô tudo!
Falá quem me dera!
Fiquei quase mudo
Abri uma cova rasa
E fiz uma cruz de graveto
Interrei uma alma em brasa
E as nossa no espeto
Quero abri a portêra
Pra mode a chuva entrá
Quero vê a corredêra
No meu rio a cantá
Aquele sabiá
Que cantava na laranjêra
Ainda vai vortá
Pra alegrá a cumpanhêra
Quro chagá no riacho
E matá a minha sodade
Quero ficá bem de bacho
Das lágrima da filicidade
Óia São José
Num é pecado pidi
Quem vos pede tem fé
Quem tem fé tá aqui
Num posso tomá mais vosso tempo
Pro que sei que tem atendê outra gente
Eu só quis nesse momento
Dizer o que o que nóis sente
Vamo agora discansá
No nosso simpres bangalô
È feito de pau-a-pique
Mais é cheio de amô!
Quero sonhá com a natureza
E a passarada a cantá
A roça verde com certeza
Pra essa miséra ispantá
Óia meu São José!
Se eu levantá amanhã cedo
O meu lençó tivé moiado
E nada disso aconticê
Pode sabê meu poderoso
Que foi as lágrima que caiu
À noite dos meu zóio
Sem eu apercebê
Terra seca pede água
Nem uma gota o de bebê...
Tenho fé em vóis meu santin
Pra mode nóis num perecê
Terra seca pede água
Água eu hei de tê
As inchente de São José
Vai as minha prece atendê!
Este é o lamento
Do humirde Jeremia
Um grito disisperado
Antes dos fim dos dia...
Amém!
Andanças
Tinga das Gerais
Em noite de lua clara
Magia e jóia rara
Viajo no esplendor
Gotas de orvalho
Da brisa me valho
Me batizo no rio
Trigo
Terra
Cio
Em louvor...
Vida de beira
Sertão
Terço na mão
Devoção
Ave Maria ensina
Caminhar com o coração...
E a viola incendeia
Violeiro ponteia
É como a aranha
Guardiã
Que nunca sai da teia
Canto caboclo
Casa sem rebôco
Alma,bicho e retirar
Viola no peito
Estrada, poeira
Humanidade em andanças
Viajar!
A Terra em Mim
Tinga das Gerais
O amor brota da terra
Como otrigo brota do chão
Nas capelas ládios sedentos
Hóstia,vinho e devoção...
Sou fruto da terra
Sou água
Sou rio
Sou correnteza
Ruma ao mar
Da juriti o pio
Na pele o arrepio
A saga de além-mar...
Sou procissão
Sou fera domada
No sertão
A sina do caboclo
Mistério
Animal
E criação!
Nós
Tinga das Gerais
Lá fora a chuva
Aqui dentro nós
Perfeitos no amor
Atados em nós.
Calor em dois corpos
Doce harmonia
Os pingos da chuva
Bela sinfonia!
beijos,paixão...
Duas matérias
Em profusão.
O sorrir...
O calar...
O ouvir...
O sentir...
É um sincronismo
Este nosso amor...
E fica mais lindo
Quando balbucio:
- Eu te amo
Ó flor!
O Povo em Procissão
Tinga das Gerais
Quero beber
No mesmo cálice
Provar do vinho
Ser puro de amor...
Tranbordar-me
Do Espírito
Mergulhar nas profundezas
Em louvor...
Olhar os campos
E contemplar águas serenas
Tocar à terra
De onde vem o pão
Ouvir os sinos das capelas
O povo unido em oração!
É procissão
É devoção
Fraternidade e luz!
É a fé
E a busca incansável
Por Jesus...
É procissão
É devoção
Fraternidade e luz
É a fé
E a busca incansável
Por Jesus!
Maria dos Sonhos
Tinga das Gerais
Maria dos sonhos
Nos olhos senti
Dois focos brilhantes
Feito diamantes
Eu vi...
Sensação de fogo
No laço cai
Perfume das flores
Não resisti...
Primeiro olhar
Com cheiro de amor
Maria dos sonhos
Me aprisionou
Em nosso jardim
Que o anjo regou
Brotou a esperança
Que Deus semeou...
Estou a caminho
Ao encontro de ti
E uma linda estrela
Guiou-me afim
Por tantas vezes
Me senti tão só...
Por tantas vezes
Me senti um nó.
Por tantas vezes
Me senti tão só...
Por tantas vezes
Me senti um nó...
Saudade
Tinga das Gerais
É o apitar do trem
Será que vem trazendo alguém
Saudade,saudade se acalma
Você também...
No braço do meu violão
As notas falam de paixão
Espera,espera,espera...
Coração!
Serras azuis
Em caracóis
Em trilhos vejo aproximar
A causa,a ânsia e a lógica
Do desejo de amar!
Você não vem
Ficou mais triste
A minha canção
Te espero, te espero, espero...
Em outra ocasião
No inverno
No outono
Ou no verão...
Prima Vera você é...
Minha estação!
O Caboclo e o Barranqueiro
Tinga da Gerais
O dia nem clareou.
Ele beija a mulher
E as crianças.
Às costas a tarrafa.
E a rde na canoa
Meio que embolada
Faz companhia aos remos
Que também espera a hora de partir.
O frio não é inimigo
As remadas sincronizadas
Dão o tom à dança da canoa
E aquele nosso sonhador e a canoa
Vai rio acima.
Nos olhos do Barranqueiro
Dá pra se lê
É a ânsia por uma pescaria farta!
Atarrafa sobe
Cai sobre a àgua feito um manto
A cada puxada
A esperança da fartura
E nada!
As redes?
Armadas e quietas
Abala mais e mais
O sonho do guerreiro...
A Iara canta
- Ih,ih,ih,ih,ih,ih,ih,ih,...
Os pássaros voam felizes
E as garças com a cor da paz
Sobre voam e colorem o céu.
Na encosta
Alguns
pescadores e suas varas
E os peixes ao fundo
Passeiam sem nada entenderem.
E vai findando o dia
À noite pricipiando
E o nosso mago dos rios
Com seu semblante vazio
Prepara para o retorno.
Mas...
Para o espanto do incansável
Algo toca em sua canoa
E de repente:
- Hei moço! Tem cachaça aí?
Aqueles olhos avermelhados
Mãos enormes
E corpo peludo.
Era uma criatura estranha!
Ela mais que depressa
Tirou do embornal
Um pouco daquela cachaça
Que sempre carregava para ajudar a aquecer a noites frias
E lhe deu.
Trêmulo!
Mal dava conta de segurar o coité
Também pudera
Nunca tinha aquilo...
Ele bebeu
Olhou a canoa canto a canto
E tichibum...
Dentro d'água
Mais parecia um peixe!
Ali boquiaberto imagina tudo
Só não teve medo por ser um homem de fibra!
Não demorou muito e:
- Hei moço! Tem fumo aí?
Aqueles dentes amarelos
Um bafo ardido!
Nosso pescador
Tirou uma masca e lhe deu.
Ele mascou,mascou,mascou...
E ticichibum...
Novamente dentro d'água...
Já não faltava acontecer mais nada
Ele ali cabisbaixo e pensativo
Sem saber o motivo.
De repente...
Aquelas mãos traziam peixes e mais peixes
Era muito peixe!
A canoa abarrotada ameaçava a se afundar
O sorriso foi aparecendo lentamente
Misturado à pressa de ir embora
Para rever a mulher e os rebentos
E levar aquele sagrado alimento.
E a criatura agradece:
- Hei moço!
Isso é pra pagá sua bondade!
Eu tava lôco mode uma cachacinha
E uma masca de fumo!
Vai agora!
Quando pricisá de mim
É só gritá
Eu sou o Caboclo D'água
Tô aqui
pra te ajudá!
X
As remadas eram mais rápidas
A vontade de chegar à casa era tão grande!
Já dava pra avistar a família
Ao longe mulher e filhos
O mais novo dos cinco
O reconhecia
Aquele cãozinho levantava e latia...
Era a certeza da volta
Era o alimento!
Alimento que jesus multiplicara
E com certeza também iria multiplicar!
Abraços ,sorrisos,beijos...
Na alma
O segredo
Na face do Barranqueiro
O anúncio
No ouvido
A voz do caboclo
No coração
A fé!
Agora ele vai descansar
Adormecer nos braços da noite e da amada!
Mas logo ele estará de pé
Tarrafa às costas
Uma canoa companheira
Uma rede tímida
E na mente
A esperança de encontrar o Cabolclo...
No embornal
A cachaça e o fumo
Claro!
Mas que vontade de acompanhá-lo!
Mas eu vou ficar é por aqui...
Assistindo a outro encontro
De outro Barranqueiro e o Caboclo D'água
Essa história vai longe!
E você quer fazer parte dela?
É só pegar a canoa e o remo
E bailar sobre o rio!
Mas não se assuste com o Caboclo!
Ele tem histórias pra contar
Seja amigo dele!
O Caboclo é amigo...
Não é Caboclo?
- Ha,ha,ha,ha,ha,ha,ha,ha,ha.....
Seja bem-vindo!
Eu não disse?
Venha!
O rio também é amigo!
É o VELHAS e seus encantos!
A Sutileza do Amor
Tinga das Gerais
Como é sutíl
Penetrante
E sublime o amor!
Como o sangue
Ele viaja em minhas veias
E abastece o coração...
Ele tem sede de ti
Ele move montanhas...
E aguça os cinco sentidos!
A minha boca
Procura a tua saliva
Os meus ouvidos
A tua voz
Fascino com o teu cheiro
Os meus olhos?
Extasiam com a tua alma!
E a magia do tato
Me faz sonhar
Agarradinho à ti!
Enfim...
O meu corpo precisa
Batizar no sal do teu suor...
Como é sutíl o amor!
São Jorge
Tinga das Gerais
Salve Jorge
Salve o Guerreiro
Escudo de aço
Salve o terreiro...
Lua nua
Clara
Cheia
Nova...
É maré cheia!
Jorge da espada
E da grande batalha
À nós protegei
Com tua muralha!
Lança na mão
Dragão na fornalha!
Eu e os Peixes
Tinga das Gerais
O sangue pulsa...
É como os peixes
Percorre o fundo da alma!
O coração pulsa...
É como os peixes
É vida
E dá vida!
O pensamento bate...
É como os peixes
É a luta pela sobrevivência!
A água que verte em meu corpo
Cai por terra
Suor que tempera o solo
É como os peixes
Temperam o doce sabor da profundidade
Pedindo liberdade aos insanos!
Falsos Licores
Tinga das Gerais
Vou pelas ruas ruas
Sem rumo e sem cor
Buscando razão
Pra sobreviver
O desencontro
Causa espanto
Deixa em migalha
Muralhas e um ser
Estrela cadente
Tão inocente
Vigia de longe
Sem entender
O que era lindo
Faces sorrindo
Hoje é fragmento
De um bem -querer
Um amor
Dois sonhadores
Pérolas tristes
Falsos licores...
Um amor
Dois sonhadores
Pérolas tristes
Falsos licores...
Saudade Dói
Tinga das Gerais
Saudade é brasa
É vulcão
Saudade devasta
É erosão
Dizem que a saudade
Bate e fica
E só vai embora
Quando a gente se explica...
Explica o porque da saudade
Explica se é de amor
Explica se é de dor!
Pode ser sodade
Pode ser saudade!
Que dói,dói...
Perdi Você
Tinga das Gerais
Deixei fugir de mim
Parte de um todo!
Fui inocente...
Fui mudo
Quando carente
Falei
Quando arrogante...
E você...
Inerte
Perplexa talvez
Como um corpo na neve...
Foi se esfriando....
E eu
Senti as minhas mãos se abrirem
E você saindo...
Senti teu coração fechando
E o meu corpo no frio da noite!
Perdi você...
Pelo meu capricho
De não perceber
O quanto me amas...
Perdi você...
Pelos meus erros
Perdi você!
Misterioso
Tinga das Gerais
Sou olhar cego
De boca muda
De ouvido surdo...
Sou águia altaneira
Que enxerga mentes brilhantes
Telepatia ou dom...
De voz no escuro
Que alenta sonhos...
Ouço clamores de dores
Sou vento
Em meio às flores
E o sabor
Dos eternos licores!
A Musa e a Flor
Tinga das Gerais
A Musa me encanta
Me inspira
E me faz sonhar!
A Flor beija a brisa
E me traz o êxtase...
A Musa traz aos meus versos
Alento e acalanto...
A Flor
Me traz o teu perfume ao vento!
A Musa passeia na areia...
A Flor me incendeia...
A Musa delira o mar...
A Flor
Aromatiza as noites de lua cheia!
A Musa e a Flor
Ternura e amor...
A Flor e a Musa
Poesia e calor...
A Musa pelo teu cheiro
Me embriaga feito o vinho!
A Flor pela tua essência
Me deixa à procura do ninho...
O ninho da Musa e a Flor!
Mistério
Tinga das Gerais
Me diz quem é você
Que em sonho
Vem como anjo
E me envolve...
Que em teu perfume
Me faz perder o juízo
E com uma voz rouca
Me faz delirar por entre ventos e nuvens!
Me diz quem é você!
Quem é você
Qua faz acender a minha alma?
Que nas madrugadas
Faz levitar
Um perdido pelo amor!
Tenho medo de abrir os olhos
E não mais poder
Esta forma de amar...
Se é mistério
Quero desvendar!
Se é devaneio
Quero me perder de tanto te amar!
Amar neste labirinto de magia
Que é você!
Romântico ao Extremo
Tinga das Gerais
O romântico é misterioso!
É louco!
Em suas palavras
Escoam o mel
É como a brisa
Paira sobre a amada!
Como um beija-flor no néctar
Ele toca às flores
Com sutileza
Pois...
Elas o entende
Ele passa a noite em claro
Se entrega com inocência
E jamais pede perdão!
Sussurra ante beijos e abraços
Viaja nos braços versos dos poetas
Sem perceber
Que és um poeta do amor!
Se mistura ao sabores dos morangos
E dos licores
Abraça a alma
E em volúpia
As rosas fazem companhia ao vinho
Que em taças
Celebram o amor
E nada como flores e vinho
Apos o prazer!
O romântico é assim
Desvairado como eu!
Amor Sem Juízo
Tinga das Gerais
Procuro um caminho
Um retalho
Roupas finas
Um abraço
E um atalho...
Uma boca no silêncio
Um desejo na voz
No pensamento o beijo
Um instinto feroz...
Procuro o teu corpo
Com uma vela acesa
E um guizo
Para embrenhar em ti
E perder o juízo!
Ressaca de Amor
Tinga das Gerais
Hoje eu acordei estranho!
Fiquei ao avesso
Corpo cansado
Olhos vermelhos
Minha pele ardia
Fui percebendo o meu eu.
Também...
Tanta travessura na noite!
Beijos ardentes
Sussurros
Desejos
Amor e paixão!
Deixe-me assim!
Embriagado do teu ser
Perdido de tanto amor
E mais tarde
Tudo recomeçará!
As carícias
O aconchego
O colo
O fogo
E a qurência...
No lençol
Pétalas
No vaso
Rosas
Nas taças
Vinho
E dentro de mim
O protagonista:
O verdadeiro amor!
Venha logo...
Você é magia
E só assim
Me refaço!
Em Nome da Saudade
Tinga das Gerais
A tarde foge sem pressa
Acompanhada do lindo sol!
Eu fiquei à espera da lua
E de ti...
O mirante é o mesmo!
Dele saiu a inspiração
Para falarmos de nós...
Dele fazíamos das noites
A morada dos inocentes!
Ali...
Falávamos de amor
De planos e sonhos
O brilho dos teus olhos
Iluminava o meu
Nossos beijos
quebravam o silêncio
Pelos estalos e querência...
A tarde se foi
E onde estás?
O mirante é o mesmo
A lua é a mesma
Meu pensamento é o mesmo
Minha querência é a mesma...
Só falta você!
Onde estás?
Que não ouves o meu grito!
Venha pelo menos
Em nome do mirante
E da lua...
Os versos são os mesmos
E poderás ouvi-los
Através des estrelas
Venha...
Saudade de Vaqueiro
Tinga das Gerais
O sertão no cio
Poeira no estio
E voz dos bichos
Da juriti o pio...
A lavadeira canta
O rio serpenteia
Barrancos e carrancas
O caboclo incendeia
Cigarro na algibeira
Matula no alforje
Descanso na ribeira
Faço da vida toada
Versos para a vaquejada
Sem tirar minha soleira
Vida de sertão
Vida madrugadeira
Um colo me espera
Num ranchinho de palmeira
Tô com saudade da amada
Saudade é bicho feroz
Sei que ela é matadeira!
Barranqueiro
Tinga das Gerais
Falado
Ser Barranquêro do Velhas moço...
É dobrá os juêlho por terra
E agradecê a Deus!
Ínvadi suas água
E a minha canoa
Inté me intende...
Com as água do Velhas moço...
Eu móio as prantação
É o alimento!
E pra famia
È a sustentação!
É um pé no sertão
E o ôtro
Nas água benta!
Essa é minha devoção...
X
O pôr do sol no Velhas moço...
Dêxa a gente
De quêxo caido!
O amarelo na água
Inté parece ouro!
Meus zóio brilha
Feito os zóio da onça
Em noite sem luar!
X
Óia moço...
O luá do Velhas
É inspiradô!
Eu e a Mariana
Faiz jura de amor
A lua pratiada
Ilumina o rio
A Iara canta
E faz do Caboclo
Um grande trovadô!
X
No Velhas
As estrela fica no fundo d'água!
Inté parece
Que o céu desceu...
Elas ilumina os caminho dos pêxe
E Deus ilumina os pensamento meu!
X
É...
Na bêra do Velhas tem festança...
Lá o ponteio da viola
Parece magia
O Santo fazedô de chuva
São José,
Fica iluminado com a fé
E o violêro
Toca noite e dia...
X
É moço...
Sou Barranquêro sim...
A minha alma mora no rio!
Seja chuva ou estio
A minha alma num me dêxa vazio
X
É moço...
Sô Barranquêro sim
E nas água do Velhas
Me batizei!
Eu tenho orgulho de sê Barranquêro
E quem batiza nestas água
É feliz para sempre !
Num vê tristeza jamais
Sô Barranquêro sim...
Sô Velhas!
Sou Minas Gerais!
- Cantado -
Como é lindo ver
O remo remar
É maravilhoso
A canoa bailar
Rio abaixo
Rio acima
Lá vai o pescador
Cumprindo a tua sina
E um sonho de amor
A carranca vai à frente
Espantando os maus espíritos
E o canto da Iara
Faz dueto com os pássaros
Êh pescador...
Êh pescador...
Caboclo tá com sede
Êh,,.
Tira do embornal
Dê a ele o de beber
Eu sou barranqueiro ô ô _______
Do Velhas por inteiro
Um rio que corta
O meu chão mineiro Refrão
Orgulhoso fico
êta água benta
Vou de corpo inteiro...___________
Filosofia dos Animais
Tinga das Gerais
O ponteio
Em plena lua clara
É uma jóia rara
Vai até ao Saara
É um peito que sara
Em poder versar
O perfume da noite
Encanta a viola
E ela consola
Todo o habitat
Nas melodias
Canto da Iena
Doce Ciriema
E lobo-guará
Sertão e Jacus
Rios e pacus
A filosofia
Balés de urubus
Aves de rapina
Ave Maria ensina
Ao homem que maquina
Pensamentos nus
E a voz dos bichos_________
Canto erudito
É filosofia
De animais então... Refrão
A Juriti canta
Fazendo alvorada
Fim de madrugada
Neste meu sertão!__________
Serra do Cabral
Tinga das Gerais
Como é gostoso
O aroma lá da Serra
Nengém vive em pé-de-guerra
Todo mundo é feliz...
De manhãzinha
A gente corre pro riacho
Passa por mansos regatos
E vê a vida acontecer.
Lá na Serra
Brincadeira de criança
É uma fonte de esperança
E não se vê o tempo passar.
Ah! Que saudade
De Maria e Mariana
Morenas tropicanas
Que abalou o meu coração!
No mês de junho
A fogueira de São João
Aquecia o arraial
E o povo em oração.
A menidada
na brincadeira de roda
Os mais velhos nas violas
Na maior animação.
O amanhecer é fazer arrepiar
O canto da juriti
Faz a gente emocionar!
A passarada entra em festa
E agita
A bicharada comunica
Ao ver o dia clarear.Lá na Serra é um paraíso
Onde perco o juízo
E não me esqueço de lá.
Na Capela
O Padre todo animado!
Com uma vela na mão
E o povo a rezar.
De madrugada
Onças e tamanduás
Pelas manhãs
As pegadas tímidas
Do lobo-gauará
Que saudade lá da Serra!
Dos amores
Dos licores
Das quitandas da mamãe
Das folias
Do reisado
Das catiras
E do lundu
Ah! Que saudade da tia Teresa
E do seu franguinho com tutu.
Eu chego até a sonhar com a Serra!
Vou deixar tudo de lado
Arrumar as minhas malas
Sair por aquelas salas
Sair bem calado
E matar a minha saudade
No lombo do meu cavalo.
Naquela velha porteira
Mamãe
Papai
E irmãos!
E a saudade matadeira.
Quero abraçar os meus velhos
E irmãos
Bem longe da capital
Meus olhos já lacrimejam
E eu sei o que é chorar
Pelo meu torrão natal.
Eu vou contando as horas
Mas voltarei feliz da vida
Para a Serra do Cabral!
Entre os Jardins e as Borboletas
Tinga das Gerais
Quando adentrares
No sertão
E levares contigo violetas
As rosas de ciúmes murcharão
O Rosa de arreio
E alazão
Entre mananciais
E colibrís
Chapéu na sela
Sob à sombra
Dos buritis
E as borboletas
Em seus jardins
Beijando cravos
E jasmins
São amores
Que celebram com licores
O sertão é doce
Como os pudins
O sertão é ___________________
O meu jardim
Eu sou borboleta
Você é o jasmim
Se sou sertão
Eu sou jardim
Sou o caminho das borboletas Refrão
E de amor
Eu tô afim
É um sertão
Esse planeta
O sertão mora
Dentro de mim__________________
Noites
Tinga das Gerais
Noites intermináveis!
Que deixam cabeças confusas!
Estalos sinistros invadindo almas!
Terra sagrada
Em mistério profundo
E um silêncio que não se cala.
É um desejo ávido de ser livre...
As pisadas
São alrmes no meio da noite.
Em folhas secas
Pés feridos vagueiam
E o destino é um mistério!
E mais uma noite se rompe...
Uma solitária estrela anuncia...
É quase dia!
E mais uma vez
Os pássaros pedem passagem!
Talvez testemunhas que se ocultam
E em seus cantos
Tentam amenizar a dor
Com receio de também
Roubarem suas liberdade!
O que era escuridão
Agora dá lugar à estrela
O sol!
Que em corpos feridos
Faz brotar o suor
E o sal
Se transforma em remédio
Para a cura da pele
Que fica à espera
De mais uma noite!
Noites...
O brilho da resistência
Está nos olhos do inocente
Que é cravado no horizonte
Talvez perdido
Mas...
Para quem tem a dor como aliada
Tem também no peito
A força para gritar:
- Eu estou aqui
Mas,por amor à liberdade!
Salve Dandara,salve Zumbi!
Sem Destino
Tinga das Gerais
Somos o gueto partido
De caras escondidas no vento
O espelho sem a imagem do íntimo
Que reflete na alma do absurdo...
O retrato perdido no tempo
Como cabelos assanhados a o mar
Com o sal do suor batizando
A busca pela liberdade
Que hipócritas embargadores de sonhos
Deixaram ao amanhecer
E na calada da noite
Criaram leis hediondas
Manchando a história
Que o Negro com resistência
Nobremente construiu!
Sina de Violeiro
Tinga das Gerais
A viola e o violeiro
Cortam o sertão mineiro
Sai Maria na janela
A Teresa tá com ela
Toca violeiro
Lágrimas nos olhos delas
Violeiro segue em frente
Nesta estrada empoeirada
E da lua namoradeira
Inspira mais uma toada
Toca violeiro
Pra alegrar a madrugada
O sol sai detrrás dos montes
Pra aquecer a natureza
Violeior com saudades
Da Maria e da Teresa
Toca violeiro
Pra espantar esta tristeza
Violeiro está de volta
Para ir ao Santuário
Fazer suas orações
E contemplar o campanário
Ver Maria e Teresa
Hoje é dia de festa
Salve Mamãe de Rosário
Atitude
Tinga das Gerais
Nasci no meio da noite
No meio do canavial
Mamãe fugia do açoite
E Papai pro cafezal
Pra enganar o Capitão
E Mamãe me parir
Veja só que hipocrisia
Não ter o direito de existir
Ó liberdade
É um sonho...
Eu procuro por ti!
Tire-me desse cativeiro
Me sinto dentro de um porão
De uma navio Negreiro
Clamando pela abolição
Ó liberdade
É um sonho...
Eu procuro por ti...
Vamos nessa Negritude
Deixe o sol brilhar em ti
Vamos tomar atitude
Como o nosso irmão Zumbi!
Ó liberdade
É um sonho...
Eu procuro por ti...
E os Meus Direitos?
Tinga das Gerais
A voz da hipocrisia judia
O Negro só quer trabalho
E harmonia
Eu só quero asas pra voar
Leberdade
Para eu gritar...
Você pode me negar
Meus direitos limitar
Mas não posso me calar
Leia logo
O s meus direitos
Vê se tenho esses defeitos
Pra você me censurar
Eu procuro liberdade
No seio da igualdade
Estã querendo me tirar
A raiz...
Não gosto de burguesia
Nem tampouco hipocrisia
Deixe o Negro
Ser feliz...
Mistérios da Terra
Tinga das Gerais
Terra
Que recebe o sol
Terra
Que namora a lua
Nua
Terra
Terra...
Da água e do lençol
Trigo da terra
O pão
Hóstia
A devoção
Fruto da terra
Alimentação
Sangue da terra
Irmãos...
Terra Natal
Em terra ferida
Sempre brota o mal...
Terra
Mistérios da terra...
A Calma da Alma
Tinga das Gerais
Calma,calma
Calmaria!
Calma alma
Ave Maria!
A alma na palma
Na palma da mão...
O silêncio adormece
Adormece e acalma...
No fundo a alma
Canta o Salma
E eu me acalmo
Com a calma da alma!
Pedaços
Tinga das Gerais
Quando a luz do amor
Se apaga entre a gente
É como a luz da vela
Que se apaga
Lentamente...
O nosso amor ´
É parafina
Derrete e não se afina
Semente sem a terra
Não germina.
Se acbou
Pra quê ajuntar os cacos
O amor é uma louça
De nada servem os pedaços!
É como o verão
Sem calor
Sem areia
É como o mar
Sem o canto da Sereia
É a falta do pão
Na Santa Ceia...
Quando uma luz se apaga
Outra irradia
O amor é a luz do sol
O amor é uma magia!
Fogão à Lenha
Tinga das Gerais
Quibo com angu
feijão tropêro
Franguim caipira
Torresmo e tutu
Êta fugão à lenha
Da cumida gostosa
Da madrinha Nidú
Hoje tem pão-de-queijo
Broa de fubá
Tem inté vatapá!
É Minas e Bahia
Na cuzinha
da tia sInhá
E a minha mãe dizia:
- Põe água no fogo pra mode fazê o café!
E eu retrucava:
- Ô mãe!Colocá água no fogo
Ele pode inté apagá!
E ele chegava furiosa da vida:
- Ô minino!
Isso é modo de falá!
Eo fugão ali...
Inté paricia
Que tava rino de eu!
Mais num era não!
Ele é filiz assim!
O sol se iscondeu
Que o frio venha!
Eu vô ficá na bêradinha
Do nosso fugão à lenha!
Amanhã é dia de festa
A mamãe já ordenô:
- Vamo rezá cum fé!
Pra mode Deus abençoá
E que a chuva venha
E num dêxa nada fartá
Pra mode nóis fazê
No nosso fugão à lenha
Água na Alma
Tinga das Gerais
Serpenteia
E invade o sertão
Por entre ipês
Mananciais
Buritis
E animais
Meu coração...
Dentro do meu ser
Mora um oceano
Esperando as águas
Para se alimentar
O amor quando arde
É fogo que queima
O mar se tempera
Com as águas dos rios
São correntezas
Puras e cristalinas
Obra Divina
Na chuva ou no estio
A minha cabeça
Viaja no tempo
O batismo espera
Mulheres no cio
O canto das águas
Alimenta os meus sonhos
Aos instintos medonhos
Só resta fugir
A poesia alimenta a minha alma
A natureza se acalma
Com o reluzir
Mentes brilhantes
Sem devaneios
Sobre o planeta
Sem destruir
Águas que correm
De encontro ao mar
É como a a´guia
Em teu lindo alçar
Estende tuas asas
Sobre os leitos
E caem nos braços
De Iemanjá
Á agua entrou em mim
E amanheceu
Eu acordei
Para um mundo maior
Chuva lá fora
Paixão aqui dentro
Salvando o planeta
Me sinto melhor!
Deixe o Amor Acontecer
Tinga das Gerais
Quando o amor ghegar
E de repente pegar
A gente de surpresa
Não se assuste
Prepare
Passe aquele perfume
Se transforme em princesa
Deixe-me deliciar
Desta curvas tão lindas
Do teu corpo em Pêlo
Mate-me com teu capricho
Pois te desejo!
Deixe a vida rolar
Deixa eu e você
Deixe as folhas cairem
As flores se abrirem
Deixe acontece
Deixe o prazer explodir
Que vamos morrer de paixão
No fim
Que conta a história
São roupas no chão!
Deixe o amor acontecer...
Vontade de Voar
Tinga das Gerais
Uma águia seria
Para reduzir a distância!
seria o vento amigo
Que em mim deixa o teu perfume
Que em forma de carta
Diz aos meus ouvidos
Dos desejos
E angústias.
Seria a nuvem serena
Que entre chuva amena
Rega o teu jardim
Para o nascer de uma linda flor.
Seria eu a estrela
Mudando de lugar
Para confundir a ânsia
E poder abraçá-la
Com todas as minhas forças!
Voaria!
Atravessaria
selvas e mares
Invadiria todos os lares
E ao encontrá-la
Cairia em teus braços
E como um beija-flor
Ousaria provar da saliva
Que adoça o meu ser!
Ah! Se eu pudesse voar...
Sementes de Aço
Tinga das Gerais
Uma clarão no céu
Olhos atentos ao relento
Um brilho que ofusca as estrelas
De junho a junho
Arma em punho
Embargando sonhos
De um florescer.
Lágrimas que rolam por seus filhos
Ao ver empunhar
um arsenal
Em lugar de uma debandeira
Ouço homens
E seus podres poderes
E nos ventres
Vejo vidas
Nascendo para a morte...
Sementes de acço
Atiradas ao chão
Não brotam
Os lábios sedentos
Pedem paz e luz
E certos homens constrem guerras
As olhos de Jesus...
Tomara que amanheça logo
Para eu sentir o calor do sol
Não quero olhar pro chão
Para não ver cápsulas deflagradas
Pelas mãos de homens
Que constroem guerras
Ao arrebol!
Nos Morros crianças empunham armas e as cápsulas vão por terra feito sementes e as lideranças nada fazem para socializar e implantar a cultura em nosso país.
O Grito da Nação
Tinga das Gerais
É...
o subconsciente
Tá à flor da pele
O suor cai por terra
E faz germinar
Deixe a tua fé
Abalar aos hipócritas
São cometas em transe
À luz do luar
Esse é o grito
Da civilização
Era de conflitos
Na miscigenação
Fome no gueto
O povo no espeto
A voz da tirania
E o abuso de poder
Ofuscam estrelas
No meio da noite
É chibata
É açoite
É o perecer
Pra quê?
Fome de poder?
Pra quê?
Fome de poder?
Fique na senzala
Junto das Iabás
Tem bomba no ar
É para o Hamas
Não tente figir
Tem o capataz
E o Capitão
Não entende de paz
É o paredão
muro da lamentação
Não tem preto
Não tem branco
É vida de cão
Pobre
Rico
Feio bonito
Poder de ilusão
Tá na sua obsessão!
Tá na sua obsessão!
Deixe de lado
A tua cegueira
Eis a tribuna
Não diga asneira
Manifeste seu mundo
Saia do porão
Não sejas sur-mudo
É...
O grito da nação!
É...
O grito da nação!
Louco
Tinga das Gerais
Dizem que sou louco
Louco de amor
E até fico rouco
E sem pudor...
Os planetas são loucos
Os poetas são loucos
Um louco a mais
Não altera o sabor!
Viajo em teu corpo
Sonhamos ao vento
Que traz o alento
E também o ardor
Louco,louco,louco...
Um louco eu sou
Louco de amor!
Adicionado por Tinga das Gerais
Adicionado por Tinga das Gerais
Adicionado por Tinga das Gerais
Postado em 9 junho 2011 às 12:10
Postado em 12 março 2011 às 13:10
Postado em 21 fevereiro 2011 às 18:48
Lá estava o compadre em sua varanda,tomando o cafezinho costumeiro e de repente chega o Cariá.
- Bom dia cumpade!Só aproveitano a forga né!
E o Bento:
- Dia cumpade! Hoje a labuta foi dura e eu tô lerdo de tanto batê inxada!Arraste uma cadêra e vamo proseá!Pegue uma caneca e bote um café pra mode fazê boca de pito.…
ContinuarPostado em 19 fevereiro 2011 às 11:30
Folha de mangueira
Estação primeira...
Folha de goiaba
O desejo não se acaba...
Folha de banana
Você não me engana...
Folha de laranja
Nosso amor é a canja...
Folha de limão
Espanta a solidão...
Folha de outono
Um poema e um sono...
Folha do tempo
Um verso que invento...
Folha ao vento
Saudade no pensamento...
Folhas que caem...
Folhas que voam...
Folhas de…
ContinuarPostado em 11 fevereiro 2011 às 20:08
Giuseppe Moll Persichinni disse... O governo de Minas transferirá para o governo federal a responsabilidade de decidir o futuro do projeto Apolo, da Vale, de mineração na Serra do Gandarela, no Vale do Aço. O motivo é a falta de consenso entre entidades civis, da iniciativa privada e de representantes da União e do governo estadual sobre a viabilidade do projeto de mineração numa área de grande importância ambiental.
O projeto diz respeito a um investimento de R$ 4 bilhões para uma produção de 24 milhões de toneladas de minério de ferro ao ano pela Vale e previsão de ampliações futuras. Os planos da Vale esbarram, porém, na proposta de criação, no mesmo local, do Parque Nacional da Serra do Gandarela.
O projeto do Parque prevê que a serra seja transformada em área intocada, e tenha preservadas as suas riquezas ecológicas, especialmente os recursos hídricos, sendo permitido apenas o Turismo.
Para decidir se a Serra ganharia mais uma mina de minério de ferro ou um Parque, ou se os dois empreendimentos poderiam ser desenvolvidos em paralelo, foram criados dois grupos de trabalho, que concluíram suas atividades. O primeiro grupo era composto pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Instituto Chico Mendes de Preservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto Estadual de Florestas (IEF). O outro grupo, além dos que participavam do primeiro, ainda abrigava ambientalistas, ONGs, representantes da Vale e do Sindicato da Indústria Extrativa (Sindiextra).
O titular da Semad, Adriano Magalhães, disse ao Hoje em Dia, que foi uma decisão consensual de que as pequenas mineradoras que já atuam no Gandarela continuarão operando. Sobre os limites do Parque Nacional da Serra do Gandarela (que na proposta original do ICMBio impediria o desenvolvimento da mina Apolo) não houve consenso e a decisão será tomada pelo governo federal.
“A iniciativa do Parque é do governo federal, via ICMBio. Desta forma, caberá ao governo federal decidir sobre seus limites”, afirmou Magalhães. O licenciamento ambiental do Projeto Apolo ficará parado até que esta decisão seja tomada.
Nos últimos meses, ONGs ambientalistas se bateram contra os argumentos da Vale e de políticos aliados em favor do projeto. Em audiências públicas, os ambientalistas defenderam a preservação do ecossistema da serra, formado por vegetação de canga e único ainda preservado em Minas.
Já a Vale e aliados usam o argumento inconteste de que a arrecadação dos municípios terá um salto, com o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) e os royalties do minério.
Giuseppe Moll Persichinni disse... "ESTRAGANDO UMA BOA IDEIA
DESPERDIÇANDO RECURSOS PÚBLICOS
DESTRUINDO A SERRA DO ESPINHAÇO
OU
A REALIDADE DO ASFALTAMENTO DA ESTRADA
REAL ENTRE O SERRO E DIAMANTINA"
Com verba do Prodetur, está sendo asfaltado o trecho da Estrada Real entre Serro e Diamantina, MG, até pouco tempo uma linda estrada turística, com calçamento de pedras e terra, que permitia que viajantes, caminhantes, cavaleiros, ciclistas, do mundo todo, pudessem apreciar as belas paisagens naturais e o patrimônio cultural ao longo do percurso.
Segundo o Diário do Jequi, “A sinuosidade do antigo trajeto de tropeiros e aventureiros permite admirar os belos cenários, que já encantaram os cientistas alemães Spix e Martius, no início do século XVIII.”
No entanto, o que estamos vendo é a construção de uma verdadeira autopista entre Serro e Milho Verde e, em breve, entre Milho Verde e Diamantina. Todos concordamos com a necessidade de uma estrada em melhores condições! Mas o asfaltamento está acarretando a descaracterização da região, acabando com atrativos naturais e cênicos, ameaçando a preservação da flora e fauna nativas, endêmicas de nossos campos rupestres, o que afastará cientistas, pesquisadores e amantes da natureza que encontram só aqui essa biodiversidade. Lembrando que estamos na Serra do Espinhaço, uma Reserva da Biosfera.
O Ministério Público de Diamantina tem um extenso processo da obra mas até agora não tomou nenhuma atitude. Muitas pessoas já se manifestaram em jornais e emails mas nenhum poder público toma uma atitude.
Sabemos que é possível a construção de estradas realmente turísticas e ecológicas, como a Estrada da Graciosa, no Paraná, e a estrada para Visconde de Mauá, no RJ.
Gostaríamos de contar com o apoio de vocês para divulgar esse absurdo e nos ajudar a impedir que males maiores aconteçam. Ver o anexo.
Iraildes Santos Nascimento disse... Obrigada, que ainda seja!
Ecositiorioacima disse... Danilo Fariello, iG Brasília | 13/12/2011 12:35
Ecositiorioacima disse... Reinaldo Azevedo
Análises políticas em um dos blogs mais acessados do Brasil
Atribui-se a Martin Luther King uma frase de valor inquestionável: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”. É exata! É sob o silêncio cúmplice dos decentes que alguns dos maiores crimes acabam sendo perpetrados. Um texto do pastor Niemöller, que cometeu o equívoco de ser simpatizante do nazismo no começo do movimento — e veio a se tornar seu adversário radical, tanto que foi parar num campo de concentração —, expressa esse mesmo valor. É muito citado, mas, com certa freqüência, atribui-se a autoria a Maiakovski ou a Brecht.
“Um dia, vieram e levaram meu vizinho, que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho, que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia, vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram. Já não havia mais ninguém para reclamar.”
Quando os bons se calam, os maus triunfam. Está em curso, vocês já devem ter reparado, uma operação coordenada para destruir a imagem de José Serra. Admire-se ou não o político — sim, estou entre os admiradores e jamais omiti isso —, o fato é que se trata de um dos homens públicos mais preparados do Brasil. Buscam atingi-lo em sua honra pessoal — e a campanha eleitoral demonstrou até que ponto eles podem chegar — e política. Os movimentos podem até ser distintos, mas se conjugam.
Há os que se espojam na lama dos chiqueiros, e, sobre estes, não há o que dizer, entendo, a não ser acionar a Justiça. Não tentem citar o nome dessa canalha aqui. Não há diálogo com porcos. Mas há profissionais cuja trajetória é respeitada por seus pares ao menos — não expresso o meu ponto de vista pessoal — e que podem igualmente perniciosos. A questão é saber com que propósito.
Na Folha de hoje, lê-se o seguinte:
A biografia autorizada da presidente Dilma Rousseff vincula a campanha do ex-adversário José Serra (PSDB) ao envio de e-mails apócrifos com ataques à petista na reta final das eleições de 2010. “A Vida Quer É Coragem”, que chega às livrarias dia 15, liga a artilharia anônima contra a petista aos serviços de Ravi Singh, o “guru indiano” contratado pelo PSDB. Segundo o livro, ele usou o site de Serra para montar um “gigantesco banco de e-mails”, que estaria por trás das mensagens ligando Dilma à defesa do aborto e a ações armadas na ditadura. “Foi pela rede de computadores que os adversários disseminaram os ataques mais baixos e os boatos mais incríveis a respeito de Dilma”, afirma a biografia. “A ferramenta mais primitiva da internet foi a que melhor serviu para disseminar o que havia de mais atrasado politicamente na campanha.” A obra registra que o tucano também recebeu ataques anônimos, mas sustenta que Dilma foi mais prejudicada.
Ecositiorioacima disse... CGE- MG realiza reunião preparatória da Comissão Organizadora da 1ª Conferência Estadual sobre Transparência e Controle Social.
A Controladoria-Geral de Minas Gerais - CGE-MG, nomeada pelo governador Antônio Anastasia como responsável pela organização da 1ª Conferência Estadual sobre Transparência e Controle Social - Consocial, realizou no dia 5 de setembro na Cidade Administrativa, a primeira reunião da Comissão Organizadora que é composta por representantes do governo, da sociedade civil e dos conselhos de política públicas.
A 1ª Consocial/MG foi convocada pelo Decreto Estadual n. 45.612, de 3 de junho de 2011 sob o tema: “ A sociedade no acompanhamento e controle da gestão pública como etapa preparatória da 1ª Conferência Nacional sobre Transparência e Participação Social.
A 1ª CONSOCIAL terá como objetivos: debater e propor ações de promoção da participação da sociedade civil no acompanhamento e controle da gestão pública e de fortalecimento da interação entre sociedade e governo; promover, incentivar e divulgar o debate e o desenvolvimento de novas ideias e conceitos sobre a participação social no acompanhamento e controle da gestão pública; estimular os órgãos e entidades públicas a implementar mecanismos de transparência e acesso às informações e dados públicos e fomentar o uso dessas informações e dados pela sociedade; debater e propor mecanismos de sensibilização e mobilização da sociedade em prol da participação no acompanhamento e controle da gestão pública; discutir e propor ações de capacitação e qualificação da sociedade para o acompanhamento e controle da gestão pública, que utilizem, inclusive, ferramentas e tecnologias de informação; desenvolver e fortalecer redes de interação dos diversos atores da sociedade para o acompanhamento da gestão pública; e debater e propor medidas de prevenção e combate à corrupção que envolvam ações de governo, empresas e sociedade civil.
antonio leite rodrigues disse... Olá meu amigo Tinga das Gerais, parabéns pelo seu trabalho na peça "BICHO HUMANO O ANIMAL PENSANTE", valeu os ensaios cansativos, você brilhou.
Toninho
Ecositiorioacima disse... Prezados e Prezadas,
Dou um doce para quem não souber que a empresa (ou ganância) que está por trás dessa ignomínia atroz de querer desapropriar, discriminar e até desmoralizar, e que tem o nome de VALE... "mordem e assopram!"
É muito sintomático - pergunte ao Buiu do Nascimento, líder ambientalista de Raposos e autor da denúncia sobre a ameça de se projetar um verdadeiro "tsumani" para Raposos, que é uma represa descomunal.
É importante lembrar que a MORRO VELHO permaneceu na região durante 180 anos, tendo levado toneladas e toneladas de ouro para Portugal e para o Reino Unido da Inglaterra. Mas que não legou a Raposos e Rio Acima nenhum bem para a população, como banco, escola, igreja, clube, hospital, água tratada, rede de esgoto, ruas calçadas, enfim, NADA! Deixou, sim, um enorme passivo ambiental com o Rio das Velhas poluído e morto, uma cratera enorme e uma infinidade de viúvas, órfãos e um rastro de doenças provocadas pela silicose, pelo arsênico e pelo descaso.
É muita ingenuidade acreditar que a VALE vai ajudar Raposos com empregos.
Esse plano maquiavélico da VALE, da MSOL, ANLO GOLD tem como pano de fundo a instlação de uma exploração de minérios na SERRA DO GANDARELA, a Mina Apolo, que está sendo contestada pelos ambientalistas e pelo Ministério Público. Há também uma terceira vertente criminosa que é o asfaltamento da Estrada Real, entre Rio Acima e Itabirito, único trecho ainda intacto co caminho colonial. Assim esses malfeitores vão destruindo a memória, a história, a cultura e o meio ambiente dos mineiros.
Jurandir Persichini Cunha
Ecositiorioacima disse... ********
Estamos agradecendo a todos ambientalistas pelo incentivo e apoio à reunião do CODEMA -RIO ACIMA, onde levamos nosso projeto para preservação do único trecho intacto de ESTRADA REAL, entre Rio Acima >Itabirito:
Queremos agradecer o retorno e as palavras de solidariedade e de amizade dos Companheiros e Amigos preservacionistas da Cultura, da História e do Meio Ambiente das cidades de Rio Acima, Itabirito, Nova Lima, Raposos, Caeté, Santa Bárbara, Barão de Cocais, Belo Horizonte, Ouro Preto, Mariana, RMBH e de todas as Cidades de Minas Gerais pelo incentivo que deram à Reunião do CODEMA - RA, do dia 30 de Março de 2011, 4ª Feira, em Rio Acima, onde nossa Associação apresentou aos conselheiros o projeto em favor do Calçamento em Pé de Moleque, no Trecho da Estrada Real, entre Rio Acima> Itabirito
Surtiu efeito a mobilização da campanha a favor do calçamento adequado a ser aplicado no nesse trecho da Estada Real, entre Rio Acima>Itabirito, bem como evidenciar o protesto contra a hipótese de se fazer um asfaltamento equivocado naquele local.
Jurandir Persichinni Cunha
Associação de Moradores e Sitiantes do Entorno da Estrada Real
Ecositiorioacima disse... Bem-vindo a
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